Cetus A DEX da rede Sui que Evoluiu de Pools Tradicionais à Liquidez em Bins

Cetus: a DEX da Sui que Evoluiu de Pools Tradicionais à Liquidez em Bins

“Dos AMM’s tradicionais à liquidez em bins: como a Cetus combina inovação técnica, resiliência após um hack e um novo modelo para eficiência de capital no ecossistema Sui”

Em um mercado onde protocolos surgem e desaparecem rapidamente, poucos conseguem atravessar momentos críticos e sair mais fortes; a Cetus é um desses casos.

Construída sobre a Sui, a Cetus começou como uma exchange descentralizada focada em eficiência de capital por meio de pools configuráveis, combinando, desde cedo, características de AMMs tradicionais com liquidez concentrada; no entanto, sua trajetória não foi linear.

Após enfrentar um incidente de segurança que colocou à prova sua arquitetura e governança, o protocolo respondeu com coordenação, ajustes e evolução; em vez de estagnar, a Cetus avançou ainda mais, incorporando um modelo de liquidez baseado em bins, aproximando-se de designs vistos em protocolos como Trader Joe e que também aparecem em soluções como a Meteora.

Esse movimento posiciona a Cetus não apenas como uma DEX dentro da Sui, mas como um laboratório ativo de evolução dos AMMs.

Neste artigo, vamos explorar:

  • como a Cetus surgiu dentro do ecossistema Sui
  • a evolução dos modelos de liquidez que ela incorpora
  • o impacto do hack e a resposta do protocolo
  • e por que sua arquitetura pode representar um passo além na infraestrutura DeFi

O Contexto: a Evolução dos AMMs

Antes de entender a proposta da Cetus, é necessário compreender a trajetória dos AMMs (Automated Market Makers) e como seus modelos evoluíram ao longo do tempo.

Essa evolução não foi apenas incremental, ela representa uma mudança na forma como a liquidez é organizada, utilizada e otimizada dentro dos mercados descentralizados.

O modelo tradicional de AMMs

Os primeiros AMMs popularizaram o modelo baseado na fórmula x*y = k, permitindo trocas descentralizadas sem a necessidade de um livro de ordens tradicional.

Nesse sistema, os preços não são definidos por ordens de compra e venda, mas sim por uma função matemática que ajusta automaticamente o valor dos ativos com base na proporção existente dentro de um pool de liquidez.

Protocolos como a Uniswap tornaram esse modelo dominante ao:

  • eliminar intermediários
  • simplificar a provisão de liquidez
  • permitir negociação permissionless
  • automatizar completamente a formação de preços

Esse design foi responsável por viabilizar a primeira grande onda do DeFi, tornando possível a criação de mercados líquidos sem depender de infraestrutura centralizada.

Limitações do modelo x*y=k

Apesar de revolucionário, o modelo tradicional apresenta limitações estruturais importantes.

A principal delas é a forma como a liquidez é distribuída: de maneira uniforme ao longo de todo o espectro de preços, de zero ao infinito.

Isso gera alguns problemas críticos:

  • baixa eficiência de capital – grande parte dos fundos nunca é utilizada
  • liquidez diluída – pouca profundidade próxima ao preço de mercado
  • slippage elevado – especialmente em operações maiores ou mercados menos líquidos

Na prática, isso significa que os provedores de liquidez estão alocando capital de forma pouco otimizada, com grande parte dos recursos permanecendo ociosos.

Esse trade-off entre simplicidade e eficiência abriu espaço para a próxima geração de AMMs.

A evolução para liquidez concentrada

A resposta para essas limitações veio com a introdução da liquidez concentrada, um modelo que permite aos provedores alocar capital apenas dentro de faixas específicas de preço.

Em vez de distribuir liquidez de forma uniforme, os participantes passam a definir onde desejam atuar no mercado.

Esse avanço trouxe benefícios relevantes:

  • aumento significativo da eficiência de capital
  • maior profundidade de liquidez próxima ao preço atual
  • redução de slippage em condições normais de mercado
  • possibilidade de estratégias mais sofisticadas

No entanto, essa evolução também introduz novos desafios:

  • necessidade de gestão ativa das posições
  • maior complexidade operacional
  • exposição a riscos como reposicionamento constante

Ainda assim, esse modelo marcou uma transição importante: a liquidez deixou de ser passiva e passou a exigir decisões estratégicas.

Foi justamente essa mudança de paradigma que abriu caminho para designs ainda mais avançados, como os que seriam explorados posteriormente por protocolos como a Cetus, ao combinar diferentes modelos e evoluir para estruturas ainda mais flexíveis.

A Origem da Cetus na Sui

A Cetus foi lançada em maio de 2023, poucos dias após o lançamento da mainnet da Sui, posicionando-se como uma das primeiras infraestruturas DeFi nativas do ecossistema; seu IDO ocorreu em 8 de maio de 2023, marcando o início de sua trajetória como um dos principais provedores de liquidez da rede.

Nesse contexto, a Cetus não surgiu como uma simples adaptação de modelos existentes, mas como uma DEX construída desde o início para explorar as características específicas da Sui.

Essa origem nativa influencia diretamente sua arquitetura e explica por que o protocolo conseguiu evoluir rapidamente em direção a modelos mais avançados de liquidez.

Construção dentro da arquitetura da Sui

A Sui apresenta um conjunto de características técnicas que a diferenciam de outras blockchains, especialmente no que diz respeito à forma como ativos e estados são gerenciados.

Entre os principais pontos:

  • alta performance – capacidade de processar transações com grande throughput
  • baixa latência – execução rápida, favorecendo aplicações financeiras em tempo real
  • modelo orientado a objetos – ativos tratados como objetos únicos, permitindo maior controle e flexibilidade

Essa estrutura permite que protocolos como a Cetus criem sistemas mais sofisticados de gestão de liquidez, com lógica mais granular e menos limitações estruturais.

Na prática, isso abre espaço para inovações que seriam mais complexas ou menos eficientes em outras arquiteturas.

Proposta inicial: flexibilidade nas pools

Desde o início, a Cetus adotou uma abordagem diferenciada ao não se limitar a um único modelo de AMM.

Em vez disso, o protocolo foi projetado para oferecer flexibilidade aos provedores de liquidez, permitindo escolher entre:

  • full range – distribuição uniforme de liquidez (modelo tradicional)
  • liquidez concentrada – alocação em faixas específicas de preço

O ponto mais relevante é que essas opções não existiam como produtos separados, mas como configurações dentro da mesma infraestrutura.

Isso traz algumas implicações importantes:

  • reduz a fragmentação entre diferentes tipos de pools
  • facilita a entrada de usuários com diferentes níveis de experiência
  • permite uma transição gradual entre estratégias simples e avançadas

Essa decisão de design posiciona a Cetus como um protocolo mais flexível desde sua base, preparando o terreno para evoluções futuras.

Crescimento dentro do ecossistema

Com o avanço da Sui, a Cetus rapidamente se consolidou como uma das principais infraestruturas de liquidez da rede.

Esse crescimento foi impulsionado por fatores como:

  • ausência inicial de concorrentes diretos com o mesmo nível técnico
  • integração com o ecossistema emergente da Sui
  • capacidade de oferecer soluções eficientes para traders e LPs

Na prática, isso significa que a Cetus passou a desempenhar um papel central:

  • facilitando a formação de mercados
  • sustentando a liquidez de novos projetos
  • contribuindo para o desenvolvimento do DeFi na rede

Esse posicionamento como infraestrutura essencial foi o que permitiu ao protocolo continuar evoluindo, tanto em termos de arquitetura quanto na introdução de novos modelos de liquidez.

O Hack: Teste de Resiliência do Protocolo

Protocolos DeFi não são testados apenas por sua eficiência ou inovação, mas principalmente por sua capacidade de responder a situações adversas.

No caso da Cetus, um incidente de segurança serviu como um ponto de inflexão; não apenas para o protocolo em si, mas também para sua percepção dentro do ecossistema da Sui.

O incidente de segurança

Em determinado momento, a Cetus enfrentou um incidente que expôs vulnerabilidades no sistema, impactando diretamente:

  • a confiança dos usuários
  • a estabilidade da plataforma
  • a percepção de risco associada ao protocolo

Como ocorre frequentemente no DeFi, eventos desse tipo evidenciam que, independentemente do nível de sofisticação técnica, nenhum sistema está completamente imune a falhas.

Mais do que o incidente em si, o ponto crítico passa a ser como o protocolo reage a esse tipo de situação.

Resposta e coordenação

A resposta da Cetus foi marcada por uma abordagem coordenada, envolvendo diferentes frentes de atuação.

Entre os principais elementos:

  • ação rápida da equipe – mitigação inicial dos impactos
  • comunicação com a comunidade – transparência durante o processo
  • ajustes técnicos e operacionais – correção de vulnerabilidades identificadas

Essa combinação foi essencial para:

  • conter a propagação do problema
  • reduzir danos sistêmicos
  • iniciar o processo de reconstrução da confiança

Em um ambiente descentralizado, onde não há garantias institucionais tradicionais, a forma como a equipe reage pode ser tão importante quanto a tecnologia em si.

Aprendizados estruturais

Mais do que um evento isolado, o incidente gerou aprendizados estruturais que influenciam a evolução do protocolo.

Entre os principais pontos reforçados:

  • a importância de auditorias contínuas
  • a necessidade de gestão ativa de risco em DeFi
  • a evolução constante da arquitetura de segurança

Além disso, o episódio contribui para uma compreensão mais madura do setor como um todo: protocolos não são sistemas estáticos, mas estruturas em constante adaptação

No caso da Cetus, esse momento de pressão funcionou como catalisador para melhorias, preparando o terreno para as próximas etapas de inovação, incluindo a evolução de seus modelos de liquidez.

O Funcionamento da Liquidez na Cetus

A Cetus se destaca por não adotar uma abordagem rígida em relação à provisão de liquidez.

Em vez de impor um único modelo, o protocolo foi desenhado para permitir diferentes estratégias dentro da mesma infraestrutura, criando um sistema mais flexível e adaptável a diferentes perfis de usuários.

Pools híbridas: full range e concentradas

Diferente de muitos AMMs, onde o modelo de liquidez é fixo, a Cetus permite a coexistência de diferentes estilos dentro do mesmo ambiente.

Os provedores de liquidez podem optar por:

  • full range – distribuição uniforme ao longo de todo o espectro de preços
  • liquidez concentrada – alocação em faixas específicas

Essa dualidade traz uma vantagem importante:

  • usuários iniciantes podem utilizar o modelo tradicional, mais simples
  • usuários avançados podem explorar estratégias mais eficientes

Além disso, essa estrutura reduz a fragmentação de liquidez, já que diferentes perfis operam dentro de uma mesma base de pools, em vez de sistemas separados.

Formação de preços e eficiência de capital

No modelo de liquidez concentrada, a dinâmica de formação de preços se torna mais eficiente.

Como o capital é alocado apenas em regiões específicas:

  • a liquidez se torna mais densa próxima ao preço de mercado
  • o impacto de grandes ordens (slippage) tende a diminuir
  • o capital é utilizado de forma mais produtiva

Isso representa uma melhoria significativa em relação ao modelo tradicional, onde a maior parte da liquidez permanece fora de uso prático.

Na prática, esse design permite que a Cetus ofereça condições mais competitivas para traders, ao mesmo tempo em que aumenta o potencial de retorno para provedores de liquidez.

Trade-offs do modelo

Apesar das vantagens, essa flexibilidade não vem sem custos.

A introdução de liquidez concentrada traz consigo novos desafios:

  • maior complexidade para LPs – exige compreensão de dinâmica de preços
  • necessidade de gestão ativa – reposicionamento conforme o mercado se move
  • risco de posicionamento inadequado – capital pode ficar fora da faixa ativa

Além disso, quando o preço sai do intervalo definido, a liquidez deixa de gerar taxas, o que impacta diretamente a rentabilidade da estratégia.

Esses trade-offs reforçam uma mudança importante no DeFi: o papel do provedor de liquidez deixa de ser passivo e passa a exigir decisões estratégicas mais próximas das praticadas em mercados financeiros tradicionais.

É justamente essa base que prepara o terreno para a próxima evolução da Cetus; a introdução de modelos ainda mais granulares, como a liquidez baseada em bins.

A Evolução para Liquidez em Bins

A evolução natural dos AMMs não parou na liquidez concentrada; o próximo passo foi tornar a própria distribuição de liquidez ainda mais granular e controlável.

É nesse contexto que a Cetus avança ao incorporar um modelo baseado em bins; uma abordagem que também aparece em protocolos como a LFJ, antiga Trader Joe.

Essa mudança representa uma transição importante: de intervalos contínuos para estruturas discretas de liquidez.

O conceito de bins

No modelo de bins, o espectro de preços deixa de ser tratado como um intervalo contínuo e passa a ser dividido em unidades discretas.

Cada bin representa:

  • um nível específico de preço
  • uma “caixa” isolada de liquidez
  • um ponto exato de atuação do capital

Diferente dos modelos anteriores, onde a liquidez cobre uma faixa inteira, aqui o capital pode ser posicionado de forma segmentada; quase como se o mercado fosse dividido em múltiplos “micro-pools”.

Essa estrutura permite um nível de controle muito mais refinado sobre como e onde a liquidez será utilizada.

Diferença entre bins e ranges contínuos

Na liquidez concentrada tradicional (como na Uniswap V3 e V4), os provedores definem ranges contínuos de preço.

Ou seja:

  • a liquidez atua ao longo de toda uma faixa
  • não há distinção granular dentro desse intervalo

Já no modelo de bins:

  • o preço é dividido em “degraus” discretos
  • cada nível possui liquidez independente
  • o capital pode ser distribuído de forma não linear

Essa diferença, embora sutil à primeira vista, tem implicações profundas.

Enquanto ranges contínuos oferecem controle por intervalo, os bins oferecem controle por ponto específico dentro desse intervalo.

Isso abre espaço para estratégias significativamente mais precisas.

Liquidez programável na prática

Com a introdução dos bins, a provisão de liquidez deixa de ser apenas uma escolha de faixa e passa a se tornar uma atividade mais próxima de engenharia financeira.

Os provedores podem:

  • definir exatamente onde alocar capital dentro da estrutura de preços
  • criar distribuições não uniformes (ex: concentrar mais liquidez em zonas de maior probabilidade)
  • ajustar estratégias com base em volatilidade, tendência ou eventos de mercado

Na prática, isso permite otimizar o retorno ajustado ao risco de forma mais eficiente do que nos modelos anteriores.

Esse nível de controle aproxima o DeFi de sistemas mais sofisticados, onde a liquidez não é apenas fornecida; ela é configurada estrategicamente.

É por isso que esse modelo é frequentemente associado ao conceito de liquidez como infraestrutura programável.

No caso da Cetus, a incorporação dessa abordagem não apenas amplia suas capacidades técnicas, mas também a posiciona como um protocolo alinhado com a próxima geração de AMMs.

Cetus vs Outros Modelos de AMM

Para entender o posicionamento da Cetus, é necessário analisá-la em relação a outros modelos relevantes do mercado.

Mais do que competir diretamente, a Cetus incorpora e estende diferentes abordagens, funcionando como um ponto de convergência na evolução dos AMMs.

Comparação com Uniswap

A Uniswap V3 marcou uma mudança significativa ao introduzir a liquidez concentrada em ranges contínuos.

Nesse modelo:

  • LPs definem intervalos de preço
  • a liquidez atua de forma contínua dentro desses ranges
  • há ganho expressivo de eficiência de capital

Já a Cetus parte desse mesmo princípio, mas avança mais um nível, oferecendo também estruturas mais granulares, como os bins.

Na prática, enquanto a Uniswap V3 representa um avanço dentro do paradigma de ranges contínuos, a Cetus amplia o leque de possibilidades ao combinar múltiplos modelos e permitir maior flexibilidade estrutural.

Comparação com Trader Joe

A Trader Joe introduziu o modelo de Liquidity Book, baseado diretamente em bins.

Nesse caso:

  • a liquidez já nasce estruturada em unidades discretas
  • o controle granular é o ponto central da arquitetura
  • o modelo é otimizado desde a base para esse formato

A Cetus, por outro lado, segue uma trajetória diferente:

  • começa com AMM’s tradicionais e liquidez concentrada
  • evolui para bins como camada adicional

Isso faz com que a Cetus funcione como uma ponte entre gerações de AMMs, permitindo uma transição mais gradual para modelos avançados, sem exigir ruptura completa com paradigmas anteriores.

Conexão com Meteora

A evolução da Cetus também converge com tendências mais recentes observadas em protocolos como a Meteora.

Entre os pontos de convergência:

  • liquidez altamente configurável – controle detalhado sobre alocação de capital
  • estratégias automatizadas – possibilidade de otimização dinâmica
  • infraestrutura DeFi modular – componentes que podem ser combinados de diferentes formas

Esse movimento indica uma direção clara para o setor: a liquidez deixa de ser um recurso estático e passa a ser tratada como um sistema configurável, adaptável e cada vez mais próximo de uma lógica programável.

Dentro desse contexto, a Cetus se posiciona não apenas como mais uma DEX, mas como parte da vanguarda na evolução dos AMMs.

Riscos e Limitações

À medida que protocolos como a Cetus evoluem em sofisticação, também aumentam as camadas de complexidade e os vetores de risco.

Entender essas limitações não é apenas uma questão técnica; é fundamental para uma avaliação realista do papel desses sistemas dentro do DeFi.

Complexidade crescente

A evolução dos AMMs trouxe ganhos significativos em eficiência de capital, mas também elevou o nível de exigência para seus participantes.

Modelos como:

  • liquidez concentrada
  • distribuição em bins
  • estratégias configuráveis

Exigem um entendimento mais aprofundado sobre:

  • dinâmica de preços
  • comportamento de mercado
  • posicionamento de liquidez

Na prática, isso cria uma barreira de entrada:

  • usuários iniciantes tendem a optar por soluções mais simples
  • estratégias mal configuradas podem resultar em baixa rentabilidade
  • a gestão ativa se torna quase obrigatória em modelos mais avançados

Esse cenário evidencia um trade-off importante: quanto maior a eficiência potencial, maior a complexidade operacional.

Riscos de smart contracts

Como qualquer protocolo DeFi, a Cetus depende diretamente da segurança de seus smart contracts.

Isso implica em riscos estruturais, como:

  • bugs de implementação – falhas no código podem gerar perdas inesperadas
  • exploits – agentes maliciosos podem explorar vulnerabilidades
  • interações complexas – integrações com outros protocolos aumentam a superfície de ataque

Mesmo com auditorias e revisões:

  • não há garantia absoluta de segurança
  • novos vetores de ataque podem surgir com o tempo
  • mudanças no protocolo podem introduzir riscos adicionais

O próprio histórico do setor, e eventos enfrentados por protocolos como a Cetus, reforça um ponto central: segurança em DeFi não é um estado final, mas um processo contínuo de adaptação e melhoria.

Conclusão

A evolução dos AMMs reflete um movimento mais amplo dentro do DeFi: a transição de sistemas simples e acessíveis para infraestruturas cada vez mais sofisticadas e configuráveis.

Nesse contexto, a Cetus surge não apenas como uma exchange descentralizada, mas como um ambiente onde diferentes gerações de modelos de liquidez coexistem e evoluem.

A Cetus como laboratório de inovação em AMMs

A trajetória da Cetus evidencia um processo contínuo de experimentação e adaptação.

Ao integrar:

  • AMMs tradicionais
  • liquidez concentrada
  • estruturas baseadas em bins

O protocolo constrói uma arquitetura híbrida que vai além de uma abordagem única.

Esse posicionamento transforma a Cetus em um verdadeiro laboratório de inovação, onde novas formas de organizar liquidez são testadas e refinadas dentro de um ambiente real de mercado.

Liquidez como infraestrutura programável

Com a introdução de modelos mais granulares e configuráveis, a liquidez deixa de ser apenas um recurso passivo e passa a assumir um papel estrutural dentro do sistema financeiro descentralizado.

No modelo adotado pela Cetus:

  • a alocação de capital pode ser ajustada com precisão
  • estratégias podem ser moldadas de acordo com condições de mercado
  • a eficiência deixa de depender apenas de volume e passa a depender de configuração

Esse movimento aproxima o DeFi de uma lógica mais avançada, onde a liquidez funciona como uma camada programável; semelhante a uma infraestrutura sobre a qual diferentes estratégias e aplicações podem ser construídas.

À medida que protocolos evoluem nessa direção, o papel das DEXs também se transforma: de simples plataformas de troca para sistemas complexos de engenharia financeira descentralizada.

E é exatamente nessa transição que a Cetus se posiciona.